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Dia Nacional da Poesia


Bom, dizem que hoje é o Dia Nacional da Poesia (hoje em dia há data para tudo...). Por ocasião da data eu poderia colocar alguns poemas que escrevi, mas ainda não tenho coragem para fazê-lo; acho melhor publicar os que já tem autoridade no assunto. Segue então um poema do poetinha vagabundo, Vinicius de Moraes.

Soneto de Fidelidade - Vinícius de Moraes

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.


De arrepiar, não é? E que tal ouvir uma canção de Vinícius para deixar o dia mais cheio de melodia? Até rimei!

Canto de Ossanha! E um brinde (com whisky) ao Poeta, Poetinha Vagabundo!

Dica de leitura: Confissões - Santo Agostinho

A indicação da semana é de uma das grandes obras do Bispo de Hipona, Confissões, escrita no final do século IV. Uma leitura excelente, não apenas para cristãos, mas para todo aquele que se aventura a ler obras de grandes pensadores.
A obra é dividida em 13 livros, que contam boa parte da vida de Agostinho, de sua passagem pelo maniqueísmo até a conversão ao cristianismo católico.
O autor narra sua busca pela Verdade, pois crê que só ela pode satisfazer o espírito humano. Após narrar seu processo de conversão e confessar seus pecados, Agostinho reflete, a partir do livro X, acerca do tempo e da memória, também sobre as tentações que nossos sentidos nos oferecem.
Excelente obra que sobrevive ainda hoje, num tempo em que biografias de celebridades estão na moda e em que livros de filosofia procuram relativizar valores e ideais.