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Saudades, pai...


Hoje é dia dos pais. Alguns, como eu, já viram seus pais partindo antes da hora (nunca achamos que era o momento de eles partirem, por mais que digamos isso) mas a presença deles nesta terra foi tão marcante que é impossível não se lembrar deles ao ouvir uma música, uma história, ou, como no caso do meu pai, escutar um causo.
Neste mês completará 9 anos de sua ausência, e ainda é possível ouvir sua risada, seu assovio me chamando, suas piadas contadas mesmo quando a doença insistia em derrubá-lo. Foi presença constante em minha vida e, tenho certeza, na de meus irmãos também. Meus irmãos sempre contam a história do lanche de pernil, nos tempos em que ele tinha uma charrete e os buscava na escola. Lembro daqueles que iam confortá-lo em casa, dizendo que todo sofrimento tinha um propósito, que Deus sabia o porquê. Se Deus sabia ou sabe o porquê, vou questioná-lo quando estiver frente a frente com ele. Mas estes acabavam saindo confortados de casa, porque não encontravam um homem entregue às dores e às lamúrias e sim um lutador que, apesar de tudo o que a vida, o destino ou Deus tenha lhe tirado, não tirou seu bom humor e sua vontade de viver.
Pai, os almoços não são mais os mesmos sem você... o natal muito menos... tenho certeza de que disse muitas vezes que o amava, mas sei que poderia ter dito mais. Minha esperança é um dia poder encontrá-lo novamente. Apesar de não entender as coisas que se passaram na sua vida, não abandonei a Deus, mas vou questioná-lo mesmo assim. Você, pai, foi a imagem real de Deus na minha vida com seu modo simples de dizer as coisas e de viver.
Enquanto as lágrimas rolam pelo meu rosto, deixo aqui uma música, uma bela música, como as que você gostava de ouvir, em sua homenagem:

Naquela mesa - Nelson Gonçalves
Composição: Sérgio Bittencourt
Naquela mesa ele sentava sempre
E me dizia sempre o que é viver melhor
Naquela mesa ele contava histórias
Que hoje na memória eu guardo e sei de cor
Naquela mesa ele juntava gente
E contava contente o que fez de manhã
E nos seus olhos era tanto brilho
Que mais que seu filho
Eu fiquei seu fã
Eu não sabia que doía tanto
Uma mesa num canto, uma casa e um jardim
Se eu soubesse o quanto dói a vida
Essa dor tão doída, não doía assim
Agora resta uma mesa na sala
E hoje ninguém mais fala do seu bandolim
Naquela mesa ta faltando ele
E a saudade dele ta doendo em mim
Naquela mesa ta faltando ele
E a saudade dele ta doendo em mim

5 comentários:

  1. Faço minha suas lindas palavras, Janete. Só mudando de 9 para 10 anos...
    Parabéns pela iniciativa querida!
    Já pensei em montar um blog tb, mas ainda não tive coragem. Fico mto feliz de conhecer alguém com essa força.
    Bjssssssssss e não pare viu?
    Aida

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  2. Todos nós ficamos emocionados aqui em casa !
    Pois o vô faz muita falta mesmo, ele é muito especial pra todos nós! E sempre estará vivo em nossos corações para todo o sempre ! E se Deus quiser iremos reencotrá-lo!
    Nós te amamos Vô! ♥
    beijos Grazi e toda a família.

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  3. Post triste, mas sincero!
    Vida, saudade, qual o nexo?

    Beijo.

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  4. Li sua mensagem com a mãe e a Margô, ficamos emocionadas e doeu bastante a saudade. Pai por mais que eu viva nunca verei um pai tão bom como o senhor. Te amamos muito!!! E realmente nunca mais nossas reuniões familiares serão como antes.

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  5. Adorei, Janete.
    Lindo!
    Beijos,
    Manu

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